Definir gerações tecnológicas parece estar na moda. É assim: conforme seu ano de nascimento, você pode fazer parte da geração X, Y ou Z.

Sendo:

X: Nascidos até 1980
Y: Nascidos entre 1980 e 1991
Z: Nascidos após 1991

De acordo com esse conceito muito usado em estudos sobre tecnologia, quanto mais pro final do alfabeto você se encontrar, mais “conectado” e “multitask” você será.

Mas como toda ideia que rotula e separa pessoas em grupos, essa também traz alguns problemas.

O primeiro deles é que uma pessoa da geração X, por exemplo, pode acabar acreditando que nunca poderá acompanhar as mudanças tecnológicas e dominar as novas ferramentas de trabalho como as gerações posteriores. Assustam-se e admiram os mais novos, o que gera o segundo problema: a visão distorcida que os jovens estão desenvolvendo acerca de si próprios.

Os representantes do final da geração Y e Z sentem-se especiais por saberem transitar pelas diferentes tecnologias com total domínio e segurança, e acreditam que, por isso, seu sucesso profissional está assegurado. Mas o que eles ainda não sabem é que só isso não basta. Por conta desse excesso de confiança, podem acabar não valorizando a experiência, o aprendizado construído dia após dia e o trabalho em equipe.

Recrutadores queixam-se: Costumam receber currículos de jovens que sequer terminaram o colégio para vagas efetivas, especialmente no que diz respeito a mídias sociais. E frustam-se um bocado quando são preteridos diante de algum “coroa”.

Esse “coroa” por sua vez, é um profissional que não teve medo quando o futuro virou presente, e entendeu que toda atualização é necessária – seja tecnológica ou não – e tratou de se situar rapidinho. Pode até nunca vir a ter a desenvoltura de um jovem ultra-conectado. Mas ultrapassado ele não está.

O começo da geração Y fica no meio do caminho. Em geral, são profissionais que respeitam a maturidade de quem veio antes, sabem que ainda têm muito a aprender, porém, o turbilhão tecnológico não os assusta e é facilmente assimilado.

Certamente a garotada tem muito a ensinar. Mas antes precisa aprender que o sucesso nem sempre vem tão rápido quanto um tweet.


 

dizain

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